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Região de Andradina regride para fase laranja do Plano SP

Atualização estava programada para 5 de fevereiro, mas foi antecipada para esta sexta (15) por conta da piora nos indicadores da saúde. Região de Marília passou a ficar na fase vermelha, na qual apenas serviços essenciais podem operar. Outras sete foram à fase laranja, fase intermediária. Capital paulista segue na amarela.

O governo de  São Paulo atualizou a reclassificação do Plano São Paulo de flexibilização da economia nesta sexta-feira (15) e regrediu oito regiões para fases mais restritivas da proposta, para tentar conter o avanço do coronavírus. As mudanças passam a valer a partir de segunda-feira (18).

Com piora nos indicadores de Covid-19, a reclassificação do plano, prevista para ocorrer em 5 de fevereiro, foi antecipada para esta sexta-feira (15).

Andradina que está localizada na região de Araçatuba regrediu para a fase  laranja do plano, devido a alta nos casos de infecção e principalmente na ocupação leitos de enfermaria e uti.

Fase laranja mais permissiva

A reclassificação sucede alterações no Plano São Paulo  que já haviam sido feitas na última sexta-feira (8). Na semana passada, o governo paulista anunciou mudanças nas autorizações para o estágio laranja, que ficou mais permissivo.

Algumas atividades – como salões de belezaacademias e parques, por exemplo – passaram a ser permitidas na fase laranja. O atendimento presencial em bares, entretanto, continua proibido.

Como ficou a Fase Laranja

  • Todos os setores de comércio e serviços passam a ser permitidos. A exceção é o atendimento presencial em bares, que continua proibido.
  • Capacidade de ocupação: antes era de 20% e vai para 40% em todos os setores.
  • Funcionamento máximo: ampliado de 4 para 8 horas por dia.
  • Horário de fechamento: atendimento presencial só poderá ser feito até 20h.
  • Parques estaduais, salões de beleza e academias: poderão abrir
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta sexta-feira, 15, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital paulista, o endurecimento das regras de quarentena no Estado a fim de conter o avanço da covid-19. As mudanças são válidas a partir do próximo dia 18. Segundo informou o governador, sete regiões tiveram regressão de fase. Nenhuma avançou. Atualmente na fase laranja, o município de Marília passa para fase vermelha, enquanto as regiões de Bauru, Araçatuba, Franca, São José do Rio Preto, Piracicaba, Taubaté e Ribeirão Preto, atualmente na fase amarela, receberão classificação laranja. A região da Grande São Paulo se mantém na fase amarela. — Foto: VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO

Mudanças no Plano SP

No dia 8 de janeiro, além de mudar o que pode funcionar em cada fase, o governo alterou os indicadores de saúde que orientam a reclassificação das regiões.

Segundo a gestão estadual, houve um endurecimento das regras, para dificultar a mudança para estágios mais brandos.

Na ocasião, o médico João Gabbardo, também integrante do centro de contingência, afirmou que a ideia é dificultar a mudança de fase, mas permitir que mais setores funcionem, direcionando as restrições de forma mais específica.

Indicadores para avançar de fase

Os novos indicadores necessários para que uma região avance de fase na quarentena foram publicados no Diário Oficial no último sábado (9).

Antes, para ir da fase amarela à verde, era necessário ter, nos 14 dias anteriores à reclassificação, no máximo 40 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e até 5 óbitos por 100 mil habitantes.

Agora, os limites são menores: nos 14 dias anteriores à reclassificação, é preciso ter até 30 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e até 3 óbitos por 100 mil habitantes.

Os valores para avançar da fase vermelha à laranja também mudaram: antes, para progredir de estágio, era necessário ter taxa até 75% de taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Agora, o limite máximo é de 70% de ocupação desses leitos intensivos destinados aos pacientes com Covid-19.

 

Alteração nos indicadores de evolução da pandemia

A revisão do plano feita na sexta alterou ainda os indicadores de evolução da pandemia que eram usados para todas as fases. Agora, são priorizados os indicadores de incidência, que avaliam a situação atual, e não a evolução em relação a semanas anteriores.

Antes, para todas as fases o plano levava em conta a evolução – de uma semana para outra – de casos, óbitos e internações por Covid-19. Somente no caso específico do avanço para a fase verde é que se considerava a incidência – ou seja, apenas a situação atual, e não um comparativo entre dois períodos – de casos, internações e óbitos.

Depois disso, os indicadores de incidência de internações e óbitos passaram a ser parâmetros para avanço em todas as fases.

A revisão do plano segue três eixos centrais:

  • o endurecimento dos indicadores de saúde, dificultando que regiões avancem para fases mais flexíveis;
  • a redução de restrições setoriais, que seriam substituídas por mais adesão aos protocolos sanitários;
  • e a recomendação para que as pessoas evitem a exposição ao vírus, especialmente após o horário delimitado para o encerramento de atividades econômicas.

Mais de 49 mil mortes

Nesta quinta (14), o estado ultrapassou a marca de 49 mil mortes por coronavírus desde o início da pandemia, em meio a uma nova alta de casos, óbitos e internações pela doença após as festas de fim de ano.

A média diária de mortes por Covid-19 está acima de 200 há seis dias seguidos, valor que não era observado desde o dia 16 de setembro do ano passado.

A média móvel de mortes diárias, que considera os registros dos últimos sete dias, era de 217 nesta quinta-feira (14). O valor é 55% maior do que o registrado há 14 dias, o que para especialistas indica tendência de alta da epidemia. Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior que o registro diário, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.

O  total de pacientes internados tem se mantido acima de 10 mil desde o início de dezembro de 2020, o que pressiona o sistema de saúde e interfere no atendimento de outras doenças. Na capital paulista, diversos hospitais da  rede pública e privada estão com taxa de ocupação acima dos 90%.

Veja como fica cada região

 

Vermelha – só operam serviços essenciais

  • Marília

Laranja – bares não abrem, e demais serviços funcionam com restrições de horários e capacidade

  • Araçatuba
  • Bauru
  • Franca
  • Piracicaba
  • Ribeirão Preto
  • São José do Rio Preto
  • Taubaté
  • Sorocaba
  • Registro
  • Presidente Prudente

Amarela – bares podem funcionar até 20h

  • Araraquara
  • Barretos
  • Baixada Santista
  • Campinas
  • Grande São Paulo
  • São João da Boa Vista

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