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ARTIGO: Do Food Truck ao Assalto a mão armada – Andradina em um texto

Por Marcos Aurélio

Até mesmo eu considero forte demais incluir o evento do Food Truck nesse texto, porém hoje busco expor/entender o contexto e não fatos isolados.

Podemos definir Andradina em uma frase:
“Se você não sabe para qual porto está navegando, nenhum vento é favorável. ”
Sêneca.

A Prefeitura carece de um norte. Sabemos que a bandidagem só se cria onde o governo não atua!
Somos o pavilhão 9 do Carandiru?
“O Pavilhão Nove (P-9) do Carandiru abrigava presos chamados “virgens”, ou seja, primários, que haviam cometido pela primeira vez qualquer tipo de crime: estelionato, furto, roubo, tráfico, homicídio, etc.”

Somos hoje o Pavilhão 9 do Carandiru! Cometemos pequenos crimes como, o de votar errado, não cobrar, não nos informar, não respeitar, não amar…
Andradina é nosso Carandiru, mas poderia ser a nossa faculdade, o nosso hospital, o nosso ponto cultural…
Até quando?

Dizer que a culpa é da polícia é querer transferir responsabilidades, mas ao mesmo tempo devo reconhecer que cada praça ou oficial da PM também é andradinense e esse texto seria para todos nós!
Estamos rompendo limites de convivência e conveniência com muita facilidade e apagando a nossa história.

Trazemos Food Truck mas não incentivamos ninguém a cozinhar!
Trazemos shows de fora, mas não incentivamos ninguém daqui a cantar!
Trazemos empresas de fora para nos servir (Constroeste, 4R…) mas não incentivamos e/ou formamos ninguém daqui!
Trazemos histórias de fora e não repassamos e nem referendamos a nossa história!
Fazemos um Distrito Industrial mas não temos coragem de pelo menos perguntar: Como vai? A qualquer empresário de nossa cidade!
Em tudo reverenciamos e prestigiamos o que “vem de fora!”
Mas em época de campanha eleitoral queremos eleger o que é nosso. Mas esse nosso nunca foi de ninguém! E nosso cotidiano te conta toda a nossa história, que hoje vem de fora!
Política de Saúde, Educação, Esporte e não Política na Saúde, Educação, Esporte.
Disso precisamos com urgência!

Não precisamos de um habeas corpus mas sim transformarmos de dentro pra fora nosso habitat!
Termino meu texto, que nem chegou na metade, com uma passagem de Madre Tereza:
Alguém chegou a ela e pediu para que ela participasse de uma passeata contra violência e ela de pronto respondeu;
– Falar do mal só serve para aumenta-lo.
– Se queres combater a violência me chamem para falar de Amor!

Tem tantos escândalos em Andradina que até esquecemos do médico cubano do Andradina Esporte Clube mas isso…

Fonte
Marcos Aurelio - jornalista

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